Zero DSR/X: a adventure elétrica que não pede desculpa por ser o que é

Zero DSR/X: a adventure elétrica que não pede desculpa por ser o que é

Há motas elétricas desenhadas para convencer quem ainda não acredita no elétrico. A Zero DSR/X não é uma delas. É uma adventure touring de topo, construída com componentes de competição, para quem já sabe o que quer e procura fazer a transição sem abdicar de nada.

O motor Z-Force 75-10X debita 100 cv e 166 Nm disponíveis desde zero rotações. Sem caixa de velocidades, sem curva de potência, sem espera. A resposta é imediata em qualquer situação: saída de curva, subida com piso irregular, arranque em semáforo. Quem vem de uma adventure a combustão vai precisar de uns quilómetros para recalibrar os instintos, porque a aceleração existe antes de se estar à espera dela. A velocidade máxima fica nos 200 km/h.


Autonomia real

A bateria ZF17.3 tem 17,3 kWh. A Zero Motorcycles publica até 297 km em ciclo urbano, 195 km em estrada a 90 km/h, e 149 km a 130 km/h constante. Em uso misto — cidade, nacional, algum troço de autoestrada — o número razoável para planear é entre 180 e 220 km por carga. Suficiente para a maioria das rotas diárias e regionais em Portugal sem necessidade de parar.

O carregador integrado suporta 6,6 kW em AC, com carga completa em cerca de 2h30 a 3h numa tomada adequada ou num carregador público de nível 2. Para touring de longa distância, existe a opção de adicionar o módulo CHAdeMO para carregamento DC rápido até 12,5 kW — que em viagem passa rapidamente de opção a necessidade.


Equipamento que justifica o preço

A suspensão não é de catálogo. A forquilha dianteira Showa de 43 mm tem ajuste completo de pré-carga, compressão e extensão. O amortecedor traseiro Showa é igualmente ajustável. São componentes que quem afina seriamente uma adventure compra para substituir o que vem de fábrica noutras motas — aqui fazem parte do equipamento de série, tal como os travões Brembo M4 com disco dianteiro de 320 mm e os pneus Pirelli Scorpion Trail II.

A distância ao solo de 195 mm é adequada para piso irregular moderado, estradas florestais e terra batida acessível. A DSR/X não foi desenhada para enduro puro, mas também não é apenas para asfalto.


O sistema inercial Bosch MSC

O ABS de curva com sensor inercial da Bosch mede a inclinação da mota em tempo real e ajusta a intervenção do ABS e do controlo de tração conforme o ângulo. Num ABS convencional, a travagem em curva é tratada da mesma forma que em linha reta. Com o MSC, o sistema sabe que a mota está inclinada e adapta a resposta. Em piso molhado ou misto, a diferença é concreta.

Os cinco modos de condução — Eco, Street, Sport, Canyon e Offroad — alteram a entrega de potência e os parâmetros do controlo de tração. Em Offroad, o controlo afrouxa para permitir algum deslizamento controlado da roda traseira em piso solto. A maioria dos utilizadores vai viver entre Street e Sport.

A gestão eletrónica é centralizada pela plataforma Cypher III, com ecrã TFT a cores e conectividade Bluetooth para a app Zero Motorcycles — que permite configurar modos de condução, monitorizar a bateria e consultar o histórico de viagens.


Para quem é

A DSR/X é para quem já tem experiência em adventure touring e quer fazer a transição para elétrico com um equipamento de topo. Em termos de componentes e tipo de utilização, a comparação mais honesta é com uma KTM 1290 Super Adventure ou uma BMW R 1300 GS. A Zero não ganha em rede de carregamento, mas ganha em custo por quilómetro, em torque disponível a qualquer velocidade, e em manutenção reduzida ao mínimo: sem óleo de motor, sem filtros, sem corrente, sem embraiagem.

Quem faz trajetos longos com regularidade e quer eliminar o custo dos combustíveis vai encontrar aqui um argumento sólido. O preço é elevado — mas a comparação tem de ser feita com motas do mesmo nível de equipamento, e a esse nível começa a fazer sentido.


Perguntas frequentes

Qual a autonomia real da Zero DSR/X? Em uso misto — cidade, estradas nacionais e algum troço de autoestrada — a autonomia real situa-se entre 180 e 220 km por carga. A Zero Motorcycles publica 297 km em ciclo urbano puro e 149 km a 130 km/h constante.

Que carta é precisa para conduzir a Zero DSR/X? A Zero DSR/X exige carta A (acesso total), dado que a sua potência contínua ultrapassa os 35 kW. Não é acessível com carta A1 ou A2.

A Zero DSR/X tem carregamento rápido? O carregador integrado de 6,6 kW permite carga completa em cerca de 2h30 a 3h. Com o módulo CHAdeMO opcional, o carregamento DC rápido sobe até 12,5 kW.

Como se compara a Zero DSR/X com a BMW R 1300 GS? Em potência e componentes de suspensão e travagem estão num patamar semelhante. A Zero leva vantagem em torque instantâneo, custo de operação e manutenção. A BMW leva vantagem em rede de combustível e autonomia sem planear paragens.

Onde posso ver e testar a Zero DSR/X em Portugal? Na BS MOV, com lojas em São Mamede de Infesta (Porto) e Esposende. Contacta-nos para agendar um test ride.

Podes também ver o modelo 3D no nosso website.


Conduz elétrico. Vive diferente.

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Sobre o autor
Márcio Araújo
Responsável de marketing e comunicação na BS MOV.